Minha leitura do momento tem sido David Copperfield, do autor inglês Charles Dickens. Este é o meu primeiro contato com o aclamado autor e estou completamente apaixonada pela escrita dele.
Ainda me restam cerca de 300 páginas, mas já consigo imaginar que vou sentir muita saudade dos personagens deste livro, que tem sido uma companhia extremamente agradável, principalmente nas primeiras horas da manhã. Tenho o que chamo de “meu momentinho”: um período entre 30 minutos e 1 hora em que paro para “ouvir” o silêncio da manhã ou uma música bem agradável, enquanto leio. Minha banda preferida para isso, no momento, tem sido Hollow Coves (aliás, eles têm vídeos maravilhosos no YouTube. Vale à pena conferir: https://www.youtube.com/watch?v=xZG-29KZb7A).
Conhecendo David Copperfield
Para quem não conhece, o livro conta a história de David Copperfield (e não é o mágico, rs), narrada pelo próprio personagem. David é um personagem da ficção que parece ter uma relação próxima com a própria biografia de Charles Dickens. Ele é, na minha opinião, apaixonante: pela forma como vê os demais, pela sua dedicação e esforço em conquistar as coisas que deseja em sua vida.
Reflexões do personagem
Lá pela página 774 da minha edição (Penguin), inicia-se o Capítulo XLII, intitulado “Injúria”. No começo deste capítulo, David fala sobre como o trabalho duro, a perseverança e a energia paciente e contínua o auxiliaram a constituir a parte mais forte de seu caráter, como ele próprio narra:
“Quero dizer apenas que, tudo o que tentei na vida, tentei com todo o coração fazer bem; que tudo a que me dediquei, me dediquei completamente; que nos grandes e pequenos objetivos, sempre avancei com empenho. Nunca acreditei possível que qualquer habilidade natural ou aprimorada pudesse pretender ser imune à companhia das qualidades de firmeza, simplicidade e trabalho duro, e esperar conquistar seu fim. Não existe algo como essa realização nesta terra. Algum talento fortuito, alguma oportunidade privilegiada, podem dar forma aos dois lados da escada por onde alguns homens sobem, mas as voltas dessa escada devem ser feitas para suportar desgaste e danos; e não existe substituto para dedicação, ardente e sincero empenho. Concluo agora que nunca pôr as mãos em algo em que não pudesse me lançar por inteiro, e nunca depreciar meu trabalho, fosse qual fosse, foram as minhas regras de ouro.”
Achei tão, tão bonito esse trecho, ainda mais acompanhando a trajetória do personagem, que isso me trouxe à tona algumas reflexões. Fiquei pensando sobre como a literatura insere ensinamentos e reflexões em nossa vida de maneiras diversas… Não é preciso ler um livro com o tema de desenvolvimento pessoal, por exemplo, para se fazer perguntas sobre: quais são as coisas nas quais nos lançamos por inteiro? E como valorizamos as coisas que fazemos, das menores às mais complexas, observando cada atividade e a repercussão que cada tarefa tem em nossa vida? Até agora, David tem sido um exemplo de esforço constante e diário para alcançar seus objetivos, e é bonito ver o personagem crescer e amadurecer dentro da narrativa.
A magia atemporal dos clássicos
A jornada de David Copperfield tem me feito pensar sobre a minha própria jornada e tem transformado a minha visão sobre várias coisas na minha própria vida. E, para mim, é incrível pensar sobre como um livro escrito e publicado há tantos anos repercute de forma tão atual em minha própria jornada. Eis a magia dos clássicos: a capacidade de refletir a experiência humana, independentemente do tempo em que foram escritos.
Fazia um tempinho que eu buscava uma conexão tão gostosa como a que eu tenho tido com essa experiência.
E você, já leu David Copperfield?
Qual livro te fez refletir ou mudou a sua forma de ver a vida?
Me conta aqui nos comentários…